Houve fraude! dizem, em psicose.
Mas justiça, ninguém ouviu.
Ouve-se “fraude” por toda parte;
prova mesmo, nunca surgiu.
Marcharam firmes ao som do mito,
com a bandeira a cobrir a visão.
Bateram palmas para o infinito,
pedindo às armas a salvação.
No altar de verde e amarelo,
o gado canta para o pneu.
A ciência é o grande flagelo,
e a mentira é o deus que venceu.
Esperam o general que não vem,
as setenta e duas horas de ilusão.
Não aceitam a voz de ninguém,
além do chefe da negação.
O capitão governa a mentira,
enquanto o rebento segue intocado.
O clã se protege e conspira,
fechado em seu carro blindado.
Dividem o mundo em tela escura,
O "autodeclarado" herói contra o mal.
O vilão é quem pensa ou questiona,
no roteiro dessa farsa triunfal.
Por isso, há no final das orações:
Pai, filho, e espírito ditador.
Amém!
-
Autor:
Karolla (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de novembro de 2026 11:37
- Comentário do autor sobre o poema: Esse poema é uma crítica a um movimento político de extrema direita que está ainda mais forte atualmente: Bolsonarismo.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Comentários1
A Arte se torna um instrumento de fundamental importância para refletirmos e transformarmos nossa realidade. A poesia é nossa arma contra o negacionismo e a alienação!!! Bravíssimo poema!!!
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.