E no fim morreu o verso
Desfez o universo em minha palma.
Consumou-se a alma
Abrigou seu inverso,
Calando-me com suave calma.
Pois se revela agora a certeza
Esquecida nos ecos e na voz
Consumindo a todos nós
Por mera vaidade da natureza.
E por sua vez se desfez:
O verso, o canto e o autor;
Morreu das trovas o amor,
Fugiu das trevas a solidão,
Caiu do ser a emoção
E assim extinguiu o poeta.
Com a certeza da tristeza
Fez-se do riso mero pranto
E não há nada além do primeiro verso,
Assim eu lhe adianto.
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Autor:
Paulo Silva (
Offline) - Publicado: 2 de novembro de 2026 10:40
- Categoria: Reflexão
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Offline)
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