Jardim das Melancolias

Penélope

 

 

No jardim das melancolias, é onde reside

a tristeza, o luto e a alegria

Desde a memória mais doce

até a mais profunda agonia

 

No meu jardim, tenho várias memórias:

Boas, ruins, dolorosas e afins

Enroladas na minha mente em cetim

Me sufocando com dores

que parecem não ter fim

 

Antes, fazia de tudo para livrai-me delas

Cortava-me a pele, arrancava da raiz;

machucava-as sem parar

Mas, como sempre, nada parecia adiantar

 

Conforme o tempo, costumei-me com o ódio,

a tristeza, e com os horrores que já vivi

Parei de tentar matar cada flor

que nascia por ali

E aceitei, lentamente, os terrores que já sofri

  • Autor: Penélope (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 2 de novembro de 2026 00:54
  • Comentário do autor sobre o poema: Apenas um poema sobre uma pessoa que abriga dificuldade com flores (memórias) espinhentas do passado e, agora, tens que lidar constantemente com elas em seu jardim (mente). Sem poder arrancá-las — elas cresceriam de novo! — matá-las — isso era impossível! — ou ignorá-las — isso era difícil. Tudo que podia fazer era apenas odiá-las.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1


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