No jardim das melancolias, é onde reside
a tristeza, o luto e a alegria
Desde a memória mais doce
até a mais profunda agonia
No meu jardim, tenho várias memórias:
Boas, ruins, dolorosas e afins
Enroladas na minha mente em cetim
Me sufocando com dores
que parecem não ter fim
Antes, fazia de tudo para livrai-me delas
Cortava-me a pele, arrancava da raiz;
machucava-as sem parar
Mas, como sempre, nada parecia adiantar
Conforme o tempo, costumei-me com o ódio,
a tristeza, e com os horrores que já vivi
Parei de tentar matar cada flor
que nascia por ali
E aceitei, lentamente, os terrores que já sofri