Anfitriões

CORASSIS



 

Mira nas margens
dos seres francos,
a marcha maravilhosa dos gentis?
Foque nas imagens:
árvores centenárias desaparecem
para dar passagem
às torres de concreto.

O verde já não serve nesta cidade.
Memória melancólica
para a velha geração.
Tudo isso é frio como
as fotografias
que se movem lentamente
no meu cérebro e passeiam nele:
pai e mãe.

Nós somos filhos que precisam de investigação.
O porquê de fugas?
Nossa vila era arena bondosa,
hoje não serve de proteção.
As capas na idade adulta
servem de escape
e proporcionam voos poderosos
para bem distante,
onde a mente conseguiu chegar.

Somos filhos que precisam de intervenção severa,
pois cospe a lembrança sincera.
O tempo não pode ser prorrogado,
nem mais protagonizado
por filhos ocupados,
ocupando as torres de concreto.

Logo, nosso passado,
nossos pais, não foram
anfitriões imperfeitos.

  • Autor: CORASSIS (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de novembro de 2026 19:58
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: CORASSIS, Michel F.M.
Comentários +

Comentários1

  • Maria Ventania

    As saudades poéticas dos tempos de outrora... linda poesia do meu mestre!!! Beijo.



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