Te quis carne e aura,
na febre dos lençóis,
o silêncio entre dois corpos
que se conhecem no escuro.
Havia o profano
no ritual das nossas bocas,
nas unhas cravando delírios,
enquanto a noite sangrava luas.
Éramos um salto no abismo,
dormindo à beira do precipício,
com o infinito entre os dentes
e a eternidade nos lençóis.
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Autor:
Mário Francisco Pugens Bressan (
Offline) - Publicado: 30 de outubro de 2026 12:18
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1
- Em coleções: Risco no chão.

Offline)
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