Te quis carne e aura,
na febre dos lençóis,
o silêncio entre dois corpos
que se conhecem no escuro.
Havia o profano
no ritual das nossas bocas,
nas unhas cravando delírios,
enquanto a noite sangrava luas.
Éramos um salto no abismo,
dormindo à beira do precipício,
com o infinito entre os dentes
e a eternidade nos lençóis.