OS AMOERS DE UM POETA QUE NUNCA FALOU

Neemias Manuel

Os meus amores

Nunca serão ditos

Porque 

Eu fui amaldiçoado 

Pela arte que corrompeu

A minha fala e me tornou 

Um corpo maldito 

 

Eu amo mas a poesia

Se apodera das minhas 

Oportunidades de expressar

O quão lindo é o rosto da vida,

O quão maravilhoso é o 

Sorriso áureo da natureza

Em paisagens que engordam

Os olhos somente por lhes ver

 

Nunca irei de falar, nem de

Amor, nem de paixão e

Nem de alegria

Porque agora é a poesia

Que manda e o nada é meu

E o meu me faz ser eu,

Assim como a poesia 

 

Só a escreve quem

Realmente pertence

A ela, escolhendo

Almas nuas, puras, vazias 

e Imprescindivelmente 

Dignas da fascinante

Grafia 

 

O ser poeta é a forma

Que o lirismo usa

Como folego para

Gritar descrevendo

A beleza do mundo

 

O ser poeta é dado

Pelo fluir da vida em

Literatura inocente 

Crua como o alto

E estridente silêncio 

Da inspiração que 

Se espalha em tudo 

Eu nunca falei 

Palavras minhas,

Nunca deixei de ser 

A marionete muda

Que a poesia usa 

Como meio para sentir

Em palavras o amor 

Pela beleza de um mundo 

Preenchido com os

Suspiros de um poeta 

Que nunca falou

 

Porque a voz sempre 

Foi do poema, que 

Encarou as verdadeiras 

Falsificações das palavras

Para mergulhar a arte em

Mares paragrafados, em

Folhas brancas presas em

Pensamentos milenares

 

Eu desde sempre 

Escrevo para tentar 

Explicar que a poesia 

Estendeu os dados 

Espalhou as linhas

Escreveu poetas

E teceu os meus

Lábios, deixei ela 

Falar e me dominar

 

Os amores de um poeta

Que nunca falou 

Porque 

A poesia lhe usou,

Sempre foi ela e nunca eu a falar

 

Mas eu aceito tudo e compreendo

Que o ser poeta 

Completa o meu eu,

Por isso esses

Textos serão chamados 

De MEUS

TITULO: MEU 1 

 

Desde criança 

Que o pequenino 

Poeta não fala

 

Ele amava muito 

A sua mãe e a beleza 

Do arcoiris, mas a sua

Mãe era a poesia louca,

Que nunca lhe permitiu 

Falar, nem de amor,

Nem de paixão 

E nem de alegria

 

O poeta pequenino 

Hidratava seus olhos 

Com litros de lagrimas

Da mais nitida alegria 

E abraçava o vácuo 

Do não dizer todos os dias 

 

E a sua mãe, a poesia 

Lhe usava como ferramenta 

De expressão em cada

Amanhecer de euforia,

Ele gostava e gosta

De ser usado pela mãe 

Com um entusiasmo 

Enorme ele 

simplesmente sorria

 

O pequeno poeta 

Era feliz, ele foi concebido 

Pela poesia que agora 

Fala do ser poeta e das

Lindas cores do arcoiris,

Mas até agora ele não 

Sabe como se tornou

um poeta

 

Talves seja por ser o

Filho da poesia e 

Ter o sangue dela 

A correr em suas 

Veias

 

Ele amava a beleza

De um mundo 

De que nunca poderia

Falar, nem do praser em

Ver os mares, nem da

Locura fixa na arqutetura

Dos edificio, 

Nem podia Descrever o

Enorme amor 

Espetado no sentro

De sua alma 

 

O pequenino Poeta 

Sou eu e aceito tudo e compreendo

Que o ser poeta 

Completa o meu eu,

Por isso esses

Textos serão chamados 

De MEUS

TITULO:Meu2

 

 

Eu te amo 

Mas

Não tenho autoridade 

Sobre a minha voz,

É por isso que sem 

A permissão da poesia 

Nunca falarei.

 

TITULO: MEU 3

 

 

 

 

  • Autor: Neemias Hu Eloquente (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de outubro de 2026 11:47
  • Comentário do autor sobre o poema: OS AMORED DE UM POETA QUE NUNCA FALOU SÃO VESTÍGIOS DE ARTE DEIXADOS PELO SER POETA QUE E MAIPULADO PELA PROPRIA LITERATURA
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 5
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