Os meus amores
Nunca serão ditos
Porque
Eu fui amaldiçoado
Pela arte que corrompeu
A minha fala e me tornou
Um corpo maldito
Eu amo mas a poesia
Se apodera das minhas
Oportunidades de expressar
O quão lindo é o rosto da vida,
O quão maravilhoso é o
Sorriso áureo da natureza
Em paisagens que engordam
Os olhos somente por lhes ver
Nunca irei de falar, nem de
Amor, nem de paixão e
Nem de alegria
Porque agora é a poesia
Que manda e o nada é meu
E o meu me faz ser eu,
Assim como a poesia
Só a escreve quem
Realmente pertence
A ela, escolhendo
Almas nuas, puras, vazias
e Imprescindivelmente
Dignas da fascinante
Grafia
O ser poeta é a forma
Que o lirismo usa
Como folego para
Gritar descrevendo
A beleza do mundo
O ser poeta é dado
Pelo fluir da vida em
Literatura inocente
Crua como o alto
E estridente silêncio
Da inspiração que
Se espalha em tudo
Eu nunca falei
Palavras minhas,
Nunca deixei de ser
A marionete muda
Que a poesia usa
Como meio para sentir
Em palavras o amor
Pela beleza de um mundo
Preenchido com os
Suspiros de um poeta
Que nunca falou
Porque a voz sempre
Foi do poema, que
Encarou as verdadeiras
Falsificações das palavras
Para mergulhar a arte em
Mares paragrafados, em
Folhas brancas presas em
Pensamentos milenares
Eu desde sempre
Escrevo para tentar
Explicar que a poesia
Estendeu os dados
Espalhou as linhas
Escreveu poetas
E teceu os meus
Lábios, deixei ela
Falar e me dominar
Os amores de um poeta
Que nunca falou
Porque
A poesia lhe usou,
Sempre foi ela e nunca eu a falar
Mas eu aceito tudo e compreendo
Que o ser poeta
Completa o meu eu,
Por isso esses
Textos serão chamados
De MEUS
TITULO: MEU 1
Desde criança
Que o pequenino
Poeta não fala
Ele amava muito
A sua mãe e a beleza
Do arcoiris, mas a sua
Mãe era a poesia louca,
Que nunca lhe permitiu
Falar, nem de amor,
Nem de paixão
E nem de alegria
O poeta pequenino
Hidratava seus olhos
Com litros de lagrimas
Da mais nitida alegria
E abraçava o vácuo
Do não dizer todos os dias
E a sua mãe, a poesia
Lhe usava como ferramenta
De expressão em cada
Amanhecer de euforia,
Ele gostava e gosta
De ser usado pela mãe
Com um entusiasmo
Enorme ele
simplesmente sorria
O pequeno poeta
Era feliz, ele foi concebido
Pela poesia que agora
Fala do ser poeta e das
Lindas cores do arcoiris,
Mas até agora ele não
Sabe como se tornou
um poeta
Talves seja por ser o
Filho da poesia e
Ter o sangue dela
A correr em suas
Veias
Ele amava a beleza
De um mundo
De que nunca poderia
Falar, nem do praser em
Ver os mares, nem da
Locura fixa na arqutetura
Dos edificio,
Nem podia Descrever o
Enorme amor
Espetado no sentro
De sua alma
O pequenino Poeta
Sou eu e aceito tudo e compreendo
Que o ser poeta
Completa o meu eu,
Por isso esses
Textos serão chamados
De MEUS
TITULO:Meu2
Eu te amo
Mas
Não tenho autoridade
Sobre a minha voz,
É por isso que sem
A permissão da poesia
Nunca falarei.
TITULO: MEU 3