Entre aqui e acolá,
cemitério de ideias para sonhadores,
sinto-me claustrofóbico.
Sem espaço para respirar,
no teatro da sociedade dos espectadores,
sinto-me claustrofóbico.
Poetar é como voar,
longe do suposto senso comum e dos desamores,
assim, não me sinto claustrofóbico.
O que aparenta ser não é,
e o que é não parece ser.
Contradição difícil de engolir,
mas, por vezes, o mundo é tão pequeno
que até respirar me torna claustrofóbico.
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Autor:
PoetadeMarte (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de outubro de 2026 10:48
- Comentário do autor sobre o poema: O poema retrata o sentimento de sufocamento perante uma sociedade que limita a liberdade de pensamento, reprime os sonhos e valoriza a aparência em detrimento da essência. O sujeito poético sente-se aprisionado num mundo de contradições, onde o senso comum e a passividade parecem sufocar a individualidade. Encontra, porém, na poesia uma forma de libertação, um espaço onde pode voar, pensar e existir sem limites. Ideia central: A verdadeira claustrofobia não está na falta de espaço físico, mas na falta de liberdade para pensar, sonhar e ser diferente.
- Categoria: Triste
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: PoetadeMarte, Morlock, BellaSeiva, Michel F.M., Ayalah Verônica Berg

Offline)
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