PoetadeMarte

Claustrofobia

Entre aqui e acolá,  
cemitério de ideias para sonhadores,  
sinto-me claustrofóbico.

Sem espaço para respirar,  
no teatro da sociedade dos espectadores,  
sinto-me claustrofóbico.

Poetar é como voar,  
longe do suposto senso comum e dos desamores,  
assim, não me sinto claustrofóbico.

O que aparenta ser não é,  
e o que é não parece ser.  
Contradição difícil de engolir,  
mas, por vezes, o mundo é tão pequeno
que até respirar me torna claustrofóbico.