Entre aqui e acolá,
cemitério de ideias para sonhadores,
sinto-me claustrofóbico.
Sem espaço para respirar,
no teatro da sociedade dos espectadores,
sinto-me claustrofóbico.
Poetar é como voar,
longe do suposto senso comum e dos desamores,
assim, não me sinto claustrofóbico.
O que aparenta ser não é,
e o que é não parece ser.
Contradição difícil de engolir,
mas, por vezes, o mundo é tão pequeno
que até respirar me torna claustrofóbico.