O rosto é um espelho de mármore e mentira,
Onde a loucura se veste de ouro e de cetim.
Buscamos o sentido que o silêncio esconde,
Mas é só o abismo que sorri para mim.
Esse brilho externo é uma ferida aberta,
Um pacto de sombras que o desejo assinou.
A beleza é o manto da alma deserta,
Onde a feiura interna o vazio preencheu.
E no escuro da noite, a espera é um corte:
Ninguém chama o nome de quem quer partir.
O telefone toca quando a sorte é um consorte,
E o silêncio dos amigos é o que me faz cair.
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Autor:
Becca (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de outubro de 2026 10:07
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Rebecca, Ayalah Verônica Berg, Morlock, PoetadeMarte, BellaSeiva, Michel F.M.

Offline)
Comentários1
E o silêncio dos amigos é o que me faz cair.
Se depender desses seus amigos, ira cair igual uma pedra, jogada de cima de um despenhadeiro.
Mas, amigos fora a parte.
Falemos do dito, que ficou porreta.
Parabéns, bravos.
Apegaua
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