Estou sem corda.
A esperança...
apenas culpa educada.
Toda vontade é falta
com bons modos.
No aquário da consciência,
um peixe lúcido
finge não pensar.
O horror chega sem disfarce.
Vejo.
Isso não me absolve:
torna-me exata.
Sei onde a virtude se inclina.
Não empurro.
Aprecio.
O silêncio é o ruído
de um bêbado bem-vestido.
No amor respiro depressa,
minto devagar.
O pensamento não diminui:
ganha força.
No fundo da queda,
levanto.
A esperança é açúcar que mela.
O futuro é um credor
que assusta.
Raízes fundas não temem o vento.
Temem a calma.
Meu anjo enfia a chave em mim.
E me dá esperança
por mais vinte e quatro horas.
Vinte e Quatro Horas
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de outubro de 2026 10:25
- Comentário do autor sobre o poema: “A imprensa é muito séria, se você pagar eles até publicam a verdade.” –Juca Chaves
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 14
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, BellaSeiva, Morlock, Pacificador, Rebecca, Rogério, Nox Calvarie

Offline)
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