Assim que a noite arremessar seus braços
E do relógio derreter ponteiros,
O que será meu livro derradeiro,
Palavra por palavra, passo a passo?
De tudo que pensei, gritei no traço,
Não lembro de lembrar deste coveiro
Que dá de ombros, rega seu canteiro
E planta histórias podres de cansaço!
Mas ah, que desatento, inconsequente:
Agora me reluz esta estadia
E o preço me sorri com brancos dentes...
Que viva cada verso efervescente
Da terra que me abafa em poesia
E a vida se renasça novamente...
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Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 29 de outubro de 2026 06:53
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Um bardo

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