Carta aberta para Rita Rosas

Paulo Silva

Ousei ler de uma poetisa

Sobre poemas serem borboletas de um colecionador vulgar,

E ouso pensar que o poema vai além do animal,

Pois lê-se no poema tudo aquilo que a poesia pode ser:

Lê-se as horas em um poema;

Lemos as flores e sobre seu perfume;

Percebemos as cores;

Ouvimos música;

Conversamos sem temores com a própria morte;

Compreendemos outros tempos, cenários, formas, descontentamentos, revoluções!

Ah, não é tão breve assim,

O poema — para mim — não cabe em forma culta,

Não se prende em papéis passados,

Ele jaz no cérebro e na memória aquém do tempo

Que lhe foi dado,

Então, bela Rita

Você tem sua parte de razão,

Pois o poema além da vida e da morte

Carrega na metamorfose da anatomia

(também)

A digressão.

  • Autor: Paulo Silva (Offline Offline)
  • Publicado: 28 de outubro de 2026 08:00
  • Comentário do autor sobre o poema: Está é uma pequena reflexão sobre um dos inúmeros significados de um poema. Quem puder dar uma força umpoetainformal.blogspot.com
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1


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