Me recordo das manhãs geladas, de como ele sempre se acomodava ao meu lado como se
tentasse se aquecer em mim
Me recordo da coberta macia e quentinha, de como nos enrolavamos nela de um jeito que
ficássemos presos ali para sempre
Me recordo da luz tímida do sol passando pela vidraça, de como nada podia ser mais belo do
que o ver aquela meia luz dourada
Existe então um elo perdido, um momento em que pisquei os olhos, entre todo amor e toda dor
que eu nem sei onde começou
Não me recordo de mais nada, não sei como a noite fria chegou sem que eu sequer sentisse o
sol do meio dia nos aquecendo
Não me recordo de como a coberta se tornou fria, nem de como nos desprendemos dela e um
do outro e nos soltamos assim para sempre
Não me recordo de ter dito adeus, nem de como o escuro da noite se apossou de cada
lembrança do sol que brilhava em nós
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Autor:
Jakeline Isabel (
Offline) - Publicado: 27 de outubro de 2026 10:36
- Comentário do autor sobre o poema: Set/2020
- Categoria: Amor
- Visualizações: 4
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