O TELEFONE
Eu tenho um fone antigo, sem serventia,
Que em meu quarto sozinho me faz companhia...
Já foi da felicidade carteiro!
Porta-voz de alguns devaneios,
Muito me disse de males alheios,
E, da morte inda foi mensageiro!
Há muito não serve a minha pessoa,
Nenhum tilintar de seu bojo ressoa...
Também vive só, nada ouve e nada fala!
Guarda com ele grandes segredos,
Histórias de amor de vários enredos,
E até da paixão que avassala!
Porém, ontem na madrugada vazia,
Saiu enfim de sua apatia...
Seu tintinar ouvi de repente!
Atendi no instinto do amor...
Contudo...O lado oposto ficou mudo,
E, senti a dor da saudade somente!
Mas, ela é palavra abstrata,
Apenas quem sente a retrata...
É cheia de sonhos e vãs esperanças!
Por isso a razão me chamou à verdade:
Foi ela a estafeta desta saudade!
Só que saudade não telefona...
Só manda lembranças!
Nelson de Medeiros Teixeira
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Autor:
Nelson de Medeiros (
Offline) - Publicado: 24 de outubro de 2026 20:02
- Comentário do autor sobre o poema: Antes da Internet e dos celulares. O TELEFONE era um poete de segrêdos. Um poema autoral de Nelson de Medeiros Teixeira; Créditos: O TELEFONE Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira Efeitos Musicais da IA com supervisão do autor da letra.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
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