Jó

Poesia Abandonada

Um homem íntegro, reto e fiel, Nas terras de Uz, sob o olhar do céu, Tinha riquezas, honra e bondade, E aos filhos guiava com piedade.

Mas veio a prova, o vento soprou, Em um só dia o mundo mudou. Perdeu os bens, a casa, o calor, E os próprios filhos na dor.

Rasgou as vestes, prostrou-se no chão, Bendizendo a Deus no seu coração: "Nu saí do ventre, nu hei de voltar, O Senhor o deu, o Senhor o tomou, sem reclamar."

A carne ferida, a cinza na pele, Até a esposa pediu que ele o relee: "Amaldiçoa a Deus e morre!" — clamou. Mas Jó firme e forte no amor se guardou.

"Recebemos o bem do Pai celestial, E não aceitaremos também o mal?" E amigos vieram com falsas razões, Buscando culpas em suas ações.

Jó clamou aos céus, quis saber o porquê, Mas nunca negou sua inteira fé. No redemoinho, a voz do Senhor Respondeu ao servo com imenso vigor:

"Onde estavas tu quando a terra criei?" E Jó se calou ante o grande Rei. Reconheceu a glória, a infinita razão, E dobrou os joelhos em adoração.

A prova passou, o pranto findou, O dobro de tudo o Altíssimo enviou. Pois quem na tormenta soube esperar, Viu a graça divina na vida brilhar.

  • Autor: Poesia Abandonada (Offline Offline)
  • Publicado: 24 de outubro de 2026 17:48
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 1


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