Uma garça de salinas brancuras
por minhas águas escuras era você.
Suas asas apascentavam texturas,
da tempestade, fraturas,
por naufrágio e por pirataria.
Garça que mesmo na lama
se mantém uma dama.
às vezes a rima é pobre,
o sentido é ouro
ou touro de Arão.
Cabisbaixas luzes do porto,
esforçava-me em cada verso
para que regressassem plumas,
espumas, asas para o coração.
Do sacrifício do outono
sempre retorna a primavera.
LASANA LUKATA
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Autor:
LASANA LUKATA. (
Offline) - Publicado: 24 de outubro de 2026 13:12
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

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