LASANA LUKATA.

Uma garça de salinas brancuras

 

Uma garça de salinas brancuras
por minhas águas escuras era você.

Suas asas apascentavam texturas,
da tempestade, fraturas,
por naufrágio e por pirataria.

Garça que mesmo na lama
se mantém uma dama.

às vezes a rima é pobre,
o sentido é ouro
ou touro de Arão.

Cabisbaixas luzes do porto,
esforçava-me em cada verso
para que regressassem plumas,
espumas, asas para o coração.

Do sacrifício do outono
sempre retorna a primavera.

                  LASANA LUKATA