Poema: Lirismo desconecto
Fios partidos na parede da memória,
o verso cai antes de achar o chão.
Tento contar uma linha de história,
mas há estática no coração.
Palavras flutuam, satélites mudos,
em órbitas frias de tradução.
Quebram-se os nexos, os absolutos,
resta apenas a interrupção.
O ritmo dança fora do compasso,
um eco que busca o som original.
Sou o espaço entre o laço e o abraço,
a fresta aberta no digital.
E nesse arranjo que desmorona,
onde o sentido insiste em falhar,
o lirismo desconecto ressoa
como um mar que esqueceu de quebrar.
-
Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de outubro de 2026 07:35
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.