VALÁQUIA
Conde Vladimir Polanski,
ai, ai… minha jugular suspira
como quem pede abrigo
no dente alheio.
“No te quieras bien”
disseste ora, ora, meu nobre
sempre sincero, sempre obediente
Mas já me desfiz em vinho ralo
e promessas de meia-noite.
Muito, muito..
muchas gracias, señorita
De riso torto e um idioma morto
rezado por morcegos bêbados
no teto de uma catedral em ruínas.
Vladimir, Vladimir,
erés um morcego ou um delírio?
Que Bates asas dentro do crânio,
e fazes ninho na dúvida.
No, no… só não posso caminhar por horas,
por que me falta... porque no tienes...
As patitas lá de trás...
y tampoco soy un empalador…
ando muito deveras cansado…
já no levanto estacas
nem contra mim mesmo
E Valáquia arde,
no em chamas,
mas en febre baixa
dessas que no mata
só lembra
que o sangue ainda é rubro
Mas diga-me Vladimir:
qué
tienes contra la cucaracha?
C.Araujo
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Autor:
C.araujo (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de outubro de 2026 19:35
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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