E se eu pudesse voltar no tempo
E nas ruas quisesse nadar
Por quantos dias e noites,
Não pertenceria a esse lugar
Levo o tempo no olhar
Minha parceira é o sol do amanhecer
Meu sangue é o campo das nuvens
E meu coração a esfinge da balança
Quantos gritos, mais alto que trovões
O rugido do leão se tornou mudo
As águas ensurdecem de silêncio
E os guardiões do portão esconderam seus escudos
Poderei olhar mais uma vez para a vida
Sem esgotar-me de lágrimas e fingimentos?
Viajarei mais uma vez no porto da quietude
Onde os pobres vivem e os ricos morrem nas figuras.
Eu quero um amor inocente
Que soletre sem saber o alfabeto
Sem saber nenhuma palavra por inteiro
Por um discurso de sabor eterno
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Autor:
Caio (
Offline) - Publicado: 22 de outubro de 2026 19:32
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: pedro.viegas

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