Os bons, os maus e os feios

Sandro Paschoal Nogueira

Entre os Bons, os Maus e os Feios

Há quem chegue fazendo barulho,
Há quem se esconda atrás do orgulho,
Há quem conquiste pela aparência,
E há quem imponha sua presença.

Não sou mocinho de conto encantado,
Nem vilão de passado complicado,
Sou personagem da minha história,
Com meus defeitos e minha vitória.

O tempo passa, a vida ensina,
A alma amadurece, o olhar fascina,
E quem conhece o próprio valor
Não pede licença para ter seu fulgor.

Diante do espelho, um breve momento,
Um olhar seguro, um pensamento,
Não é vaidade querer brilhar,
É ter orgulho de ainda se admirar.

Entre os bons, os maus e os feios,
Cada qual carrega os seus anseios,
Mas poucos têm a personalidade
De transformar presença em identidade.

Não busco aplausos, nem aprovação,
Nem faço da vida uma competição,
Quem tem essência não precisa provar:
Basta chegar para se destacar.

E quando a música anuncia o final,
Sigo elegante, firme e natural,
Pois ser autêntico é meu maior troféu:
Ter os pés na terra e o olhar no céu.

Sandro Paschoal Nogueira



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