Entre os Bons, os Maus e os Feios
Há quem chegue fazendo barulho,
Há quem se esconda atrás do orgulho,
Há quem conquiste pela aparência,
E há quem imponha sua presença.
Não sou mocinho de conto encantado,
Nem vilão de passado complicado,
Sou personagem da minha história,
Com meus defeitos e minha vitória.
O tempo passa, a vida ensina,
A alma amadurece, o olhar fascina,
E quem conhece o próprio valor
Não pede licença para ter seu fulgor.
Diante do espelho, um breve momento,
Um olhar seguro, um pensamento,
Não é vaidade querer brilhar,
É ter orgulho de ainda se admirar.
Entre os bons, os maus e os feios,
Cada qual carrega os seus anseios,
Mas poucos têm a personalidade
De transformar presença em identidade.
Não busco aplausos, nem aprovação,
Nem faço da vida uma competição,
Quem tem essência não precisa provar:
Basta chegar para se destacar.
E quando a música anuncia o final,
Sigo elegante, firme e natural,
Pois ser autêntico é meu maior troféu:
Ter os pés na terra e o olhar no céu.
Sandro Paschoal Nogueira