Sou o que sobra no olho de vocês.
O resto? Descarto.
Não ser idiota cobra três impostos:
pensar, assinar, arder.
Quem me deseja compra o quadro...
a moldura é que vale.
Não enlouqueço: improviso.
Discos, versos, sexo—
cada um com seu vício de sanidade.
Eu tenho três bobos em silêncio
e um desprezo bem-educado.
Livre é quem assina o que escolheu.
Nascer: acidente.
Durar: fraqueza.
Morrer: encontro.
Paixão inútil — e ainda gosto.
Há êxtase em sorrir sem acreditar.
Meu mundo sempre gira na minha órbita...
eu silencio com método.
Sem redenção.
Decadência é meu perfume.
Ayalah Verônica
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de outubro de 2026 11:48
- Comentário do autor sobre o poema: "Eu sou aquilo que o outro vê em mim." –Sartre
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 10
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Pacificador, Rogério, Queiroz Francisco

Offline)
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