Soneto de escombros

Fábio Marinho

Mas quando se extinguiram meus encantos

Dessa graça que já não sinto mais?

Podem coisas assim serem fatais

Se morta estou e não estranho prantos?

 

Os espinhos do peito, e já são tantos,

Resistem n'alma e brincam de sinais;

Nutrem-se do meu sangue e o sonho esvai

Por átomos e células, minguando...

 

Convivo com os monstros do passado

Que do presente buscam-me pra trás

Levando-me onde não existe a paz!

 

É quando o tal destino acorrentado

No encosto que, sentado nos meus ombros,

Rouba-me o rosto e veste-me de escombros...

  • Autor: Fábio Marinho (Offline Offline)
  • Publicado: 21 de outubro de 2026 09:29
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2
Comentários +

Comentários1

  • Paulo Silva

    Nossa, muito bom!



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