Mas quando se extinguiram meus encantos
Dessa graça que já não sinto mais?
Podem coisas assim serem fatais
Se morta estou e não estranho prantos?
Os espinhos do peito, e já são tantos,
Resistem n'alma e brincam de sinais;
Nutrem-se do meu sangue e o sonho esvai
Por átomos e células, minguando...
Convivo com os monstros do passado
Que do presente buscam-me pra trás
Levando-me onde não existe a paz!
É quando o tal destino acorrentado
No encosto que, sentado nos meus ombros,
Rouba-me o rosto e veste-me de escombros...
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Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 21 de outubro de 2026 09:29
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
Comentários1
Nossa, muito bom!
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