Entre o silêncio da terra fofa e a suave sombra do cipreste, anda o homem de passos lentos, vestindo o luto que o dia veste.
Com a pá que cava o destino, ele abre o leito do descanso final, transformando a dor de quem fica em um rito sereno e solene, igual.
Não cultiva a dor nem a perda, mas sim o respeito pela memória; seus braços fortes guardam a terra onde adormece cada história.
Pede a Deus que lhe dê conforto, e que haja luz em cada adeus, pois na humildade da sua lida, ele é o guardião dos passos teus.
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Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 20 de outubro de 2026 19:59
- Categoria: Não classificado
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