Soneto melancólico

Fábio Marinho

Quanto mais sinto, efêmeros, meus anos,

E os meses engolidos por segundo;

Quando vejo plantados brancos ramos

E o espelho é verídico e profundo;

 

Quando vejo a ilusão de mãos com planos

Onde eu pensava: "vou ganhar o mundo",

E, hoje, somo as angústias e os seus danos,

Na falência dos sonhos moribundos...

 

Sobre essa vida, então, eu me questiono,

Se existe um Deus no fundo do abandono

E se chora ou sorri, com a alma branca...

 

E se eu errei, por ser, claro, imperfeito,

Como fica o que eu trago no meu peito

Se Deus não me responde, nem me alcança?

  • Autor: Fábio Marinho (Offline Offline)
  • Publicado: 20 de outubro de 2026 13:25
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4


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