Os bosques estão floridos nesta manhã, a água percorre azul e cristalina.
Uma vingança de Eros para Apolo: duas flechas, uma dourada e outra de chumbo.
A vingança se tornou uma maldição. Dafne foi atingida por uma flecha de chumbo. Seu declínio começou aqui.
Apolo estava possesso, apaixonado e cego por Dafne.
Dafne o repudiava, estava atormentada, em pânico. Mas o amor e a loucura que afetaram Apolo eram massivos, tão louco quanto o deus Pã, Apolo se encontrava assim.
Os bosques ficaram silenciosos, o rio deixou de correr, tudo se tornou uma caçada entre predador e presa.
"Pegue-me se conseguir, você não me terá por completo" — disse Dafne.
Uma caçada doentia, proporcionada por uma maldição do amor. Apolo a perseguiu constantemente.
Antes de pegá-la, Dafne suplicou ao seu pai para se tornar um loureiro.
O desejo se cumpriu. O primeiro toque de Apolo sobre o corpo de Dafne a fez entrar em metamorfose. Um loureiro dos bosques.
Dafne não era mais humana, apenas um loureiro. Apolo, cego de amor, a abraçou mesmo assim.
Pois sabia que todas as suas intenções haviam fracassado.
Uma vingança de Eros para Apolo: duas flechas, uma dourada e outra de chumbo.
Apolo tentou, mas falhou.
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Autor:
Tigris_claw (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de outubro de 2026 10:46
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Michel F.M.

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