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Apolo e Dafne

Os bosques estão floridos nesta manhã, a água percorre azul e cristalina.

 

Uma vingança de Eros para Apolo: duas flechas, uma dourada e outra de chumbo.

 

A vingança se tornou uma maldição. Dafne foi atingida por uma flecha de chumbo. Seu declínio começou aqui.

 

Apolo estava possesso, apaixonado e cego por Dafne.

 

Dafne o repudiava, estava atormentada, em pânico. Mas o amor e a loucura que afetaram Apolo eram massivos, tão louco quanto o deus Pã, Apolo se encontrava assim.

 

Os bosques ficaram silenciosos, o rio deixou de correr, tudo se tornou uma caçada entre predador e presa.

 

\"Pegue-me se conseguir, você não me terá por completo\" — disse Dafne.

 

Uma caçada doentia, proporcionada por uma maldição do amor. Apolo a perseguiu constantemente.

 

Antes de pegá-la, Dafne suplicou ao seu pai para se tornar um loureiro.

 

O desejo se cumpriu. O primeiro toque de Apolo sobre o corpo de Dafne a fez entrar em metamorfose. Um loureiro dos bosques.

 

Dafne não era mais humana, apenas um loureiro. Apolo, cego de amor, a abraçou mesmo assim.

 

Pois sabia que todas as suas intenções haviam fracassado.

 

Uma vingança de Eros para Apolo: duas flechas, uma dourada e outra de chumbo.

 

Apolo tentou, mas falhou.