Ao Cão Compus

Jorge E. Leal

Dodge Leal

O cão caído no campus com pus,
Sangrará a covardia que for,
Jamais singrará mares azuis,
E morreu desdentado na sua dor.

O sarnento expôs a sua máscara,
Confiante no douto sarmento,
No lixo que a vida te marcara,
E provou ser tão vil elemento.

O verme sem casulo ou mister,
Rastejante na vida agoniza,
Maldito seja seu nome se fizer.

Calma que a morte o eterniza,
Ações pesam no que tu disser,
Ao fim tudo não mais inferniza.

  • Autor: Jorge E. Leal, Julian Lael, Dodge Leal (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de outubro de 2026 00:10
  • Comentário do autor sobre o poema: Dedicatária: Ao Caim primordial, arquiteto da primeira inveja, que trocou a luz do horizonte pelo peso do sangue inocente, por meio de uma suja traição, de tão desprezivel ser, vil ingratidão! A ti, que hoje habita o teu Lugar Cobiçado na Lama — trono de podridão onde a soberba afunda na própria miséria —, dedico estes versos. Que o eco da tua vilania ressoe no silêncio do teu exílio, cão imundo, pois nem a terra aceita o teu remorso, e o teu castigo é arrastar-se eternamente sob o peso do que tu foste capaz de fazer.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
  • Em coleções: Catarse, Pra Viver Poesia.


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