Jorge E. Leal

Ao Cão Compus

Dodge Leal

O cão caído no campus com pus,
Sangrará a covardia que for,
Jamais singrará mares azuis,
E morreu desdentado na sua dor.

O sarnento expôs a sua máscara,
Confiante no douto sarmento,
No lixo que a vida te marcara,
E provou ser tão vil elemento.

O verme sem casulo ou mister,
Rastejante na vida agoniza,
Maldito seja seu nome se fizer.

Calma que a morte o eterniza,
Ações pesam no que tu disser,
Ao fim tudo não mais inferniza.