Servos

Karoline

O criado guardava as janelas  

com as duas mãos fechadas,  

e a luz, ao tocar seus cantos,  

saía pálida e desfigurada.  

 

O mudo não via, nem chorava,  

não ouvia a chuva cair  

sobre as calhas das casas  

que caminhavam para o silêncio.  

 

Havia algo imóvel  

no fundo de um criado-mudo,  

junto às formas sem sentido  

e a uma fotografia quieta.

 

Servos, tantos servos

Criados para esconder

Criados para guardar

São tantos criados.

  • Autor: Karoline (Offline Offline)
  • Publicado: 16 de outubro de 2026 20:52
  • Comentário do autor sobre o poema: Meu primeiro poema escrito.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3


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