O criado guardava as janelas
com as duas mãos fechadas,
e a luz, ao tocar seus cantos,
saía pálida e desfigurada.
O mudo não via, nem chorava,
não ouvia a chuva cair
sobre as calhas das casas
que caminhavam para o silêncio.
Havia algo imóvel
no fundo de um criado-mudo,
junto às formas sem sentido
e a uma fotografia quieta.
Servos, tantos servos
Criados para esconder
Criados para guardar
São tantos criados.