JUCKLIN CELESTINO FILHO

AS FLORES QUE MURCHARAM

Como as flores que brotam

Com frequência 

Nos meses da primavera ,

E crescem rápidas 

Ao sol, ao vento,

Precisando de alento --

Terra, água e luz pra vicejar;

Como a flor que  medra 

"Sobre monte de pedra",

No milagre da vida,

Assim somos nós  -- folhas

E flores pendidas

Dos mesmos galhos da vida,

Que por Graça Divina,

Desabrocham ainda ,

Na bela campina,

Na doce quimera 

Dos albores da existência. 

Depois, sem devidamente 

A flor regar,

Vivendo ao sol,

Às  intempéries,

Aos açoites,

Aos vendavais da vida,

Vão murchando

Pouco a pouco 

Com o descaso e a velhice...

E passada a plenitude 

Desse tempo,

Nos lembramos 

Com saudade,

Das folhas,  flores 

E frutos que murcharam.

Comentários2

  • santidarko

    Poesia com muita sensibilidade.

    • JUCKLIN CELESTINO FILHO

      Obrigado, Santidarko.Fico satisfeito, com o comentário do Augusto dos Anjos do Meu Lado Poético!

    • K. Kronecker

      Ótima estruturação e escolha de palavras, parabéns poeta!

      • JUCKLIN CELESTINO FILHO

        K Kroneck, obrigado. É muito importante o reconhecimento aos versos, que nós , poetas, compusemos.O elogio, é uma forma de grandioso incentivo a que continuemos a escrever.
        Grato.
        Saudações.



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