O velho conta e o olho brilha
São tantas milhas...
E vem a história, o tempo bom,
Amigos, filhas.
A lágrima a descer sem som,
A voz pausada, embalo em mesmo tom...
A cantilena de uma vida
Em luta, em lida,
Traçada em decisões, em rugas,
Amor, feridas...
Se foi o ímpeto das fugas
E o gosto da saudade é o de uma fruta.
As costas curvas e cansadas,
Tão carregadas,
Conduzem poucas ilusões
Mas muitas marcas
E mundos de recordações
Da integridade em todas as ações.
Mas no seu tempo, alcança a hora,
Sem demoras...
O velho parte, mas em paz,
À luz da aurora.
Mas vai lembrando do rapaz:
Que bom seria, pois, voltar atrás...
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Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 14 de outubro de 2026 17:57
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Pedro Viegas

Offline)
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