O silêncio

paprika

os sapatos no tapete 

um pouco molhados 

casa escura, cheiro de chuva 

 

um café sobre a mesa 

vapor que sobe do copo 

da janela se vê ao longe:

nevoa branca 

 

Distante. 

Sonhos, cenas de Adeus, desencontros. 

su re chi gai.

repete baixinho e suspira:

um dia, se recuperar o brilho, talvez me encontre

serei farol, e mesmo que barcos-amados de longe 

desconhecidos nesse instante, perdidos, passem sem notar

que o brilho do meu olhar não é felicidade 

mas esperança de encontrar... 

"talvez eu deva velejar" - interrompe o pensamento., 

"e eu mesmo vá em busca, de encontrar, mas temo que ao procurar eu não seja encontrado..."

começa a dissociar 

a solidão sufoca

pensa ouvir alguém bater a porta

mas era o vento

fecha a janela e se deita.

pela manhã, no jornal falas curtas sobre o temporal

se arruma e vai trabalhar. 

  • Autor: paprika (Offline Offline)
  • Publicado: 14 de outubro de 2026 12:22
  • Comentário do autor sobre o poema: preguiça de corrigir
  • Categoria: Conto
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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