os sapatos no tapete
um pouco molhados
casa escura, cheiro de chuva
um café sobre a mesa
vapor que sobe do copo
da janela se vê ao longe:
nevoa branca
Distante.
Sonhos, cenas de Adeus, desencontros.
su re chi gai.
repete baixinho e suspira:
um dia, se recuperar o brilho, talvez me encontre
serei farol, e mesmo que barcos-amados de longe
desconhecidos nesse instante, perdidos, passem sem notar
que o brilho do meu olhar não é felicidade
mas esperança de encontrar...
\"talvez eu deva velejar\" - interrompe o pensamento.,
\"e eu mesmo vá em busca, de encontrar, mas temo que ao procurar eu não seja encontrado...\"
começa a dissociar
a solidão sufoca
pensa ouvir alguém bater a porta
mas era o vento
fecha a janela e se deita.
pela manhã, no jornal falas curtas sobre o temporal
se arruma e vai trabalhar.