Cores

CORASSIS



Meu capuz amarelou
Tentando me esconder
Inutilmente .
O significativo  futuro
Provido por péssimos homens
escureceu,
E eu, tentando entender as cores no mundo
Com prejuízo, e o capuz só meu.
A cor gelo  desse amor
Descoloriu.
A fase triste da rosa em seu jardim
Todo final de  ano é assim ,
Nem fogos coloridos  de Copacabana
Trazem alegria para mim
Olhos azuis que cativaram amores
Lábios vermelhos
Me consumiram em dores
Essas escritas em papel  e carbono
Tantas cores  negras
Serve de adornos,
Geraram
Um mundo de poucas cores
O arco-íris  é demodê  e o
O caleidoscópio vem mostrar
As  visões do caminho rudimentar
Tantos caminhos
Que devemos evítar.

Ando descalço sobre o cinza que restou,
O capuz amarelo agora é fardo e cinza,
A rosa do jardim secou, não mais viceja,
E a mente, exausta, o passado repisa.
Olhos azuis que outrora me guiaram,
Hoje são faróis apagados na neblina,
E os lábios vermelhos, que tanto queimaram,
Deixaram um gosto de cinza e rotina.
O caleidoscópio, em seu giro lento,
Desenha fraturas de um tempo que foi,
Cada estilhaço reflete o tormento,
De um peito cansado, que ainda dói.
Mas no papel carbono da minha escrita,
Onde a tinta negra insiste em marcar,
Uma pergunta, em silêncio, habita:
Haverá outra cor para me resgatar?
Não busco o arco-íris que ficou no passado,
Nem o brilho falso que a noite consome,
Apenas o branco de um lençol lavado,
Onde a dor, finalmente, esqueça meu nome.

 
 
  • Autor: CORASSIS (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 12 de outubro de 2026 13:59
  • Comentário do autor sobre o poema: Imagem de Petra por Pixabay
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 12
  • Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg
Comentários +

Comentários1

  • Maria dorta

    Uau,amigo. Teu poema ultrapassa todas as expectativas! Tem beleza rítmica, tem conteúdo que nos faz rodar a cabeça. Parabéns! Você sempre se supera!



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