Criancices à parte
Adultices são um porre
Estarmos sérios demais
Que desgaste
Que tal brincar mais hoje
Comer doce sem culpa
Inventar uma engenhoca
Puxar o bigode do leão que Rute
Imaginar-se numa catapulta
Cavar a terra para procurar minhoca
Viver ficou tão sério
Pouca estória de terror e mistério
A gente precisa de injeção
De mentirinha, sem agulha então
Com remédio contra tédio
Colorir com guache
Criar arte
Como brinquedo de papel Marché
Mafuá Filosófico
Hoje acordei para o nada,
Só ficar filosofando,
Quem seria minha amada?
Se estivesse brincando.
Por que há tanta bagunça?
De onde vim e para onde vou?
Atordoado na furdunça,
Ser na vida meio show.
Triste é perder a inocência...
Que nos dói nos sentimentos.
Despir-nos de nossa decência,
Delírio que abala os momentos.
Enquanto a mente vai imunda,
Presos na mesma barafunda.
- Jorge E. Leal
Dia qualquer
Sol da manhã,
banco de praça.
Duas araras
cruzavam o céu azul.
Acima, uma multidão
em cruzeiro, num avião.
No chão, eu.
Na praça, uma criança
segurava um balão,
brincando, sonhando
em ir além das nuvens.
“Ir à lua”, dizia ela,
“para cumprir uma grande missão...”
Perguntei: posso ir?
Ela sorriu _
mas me disse: não.
Sorri e insisti.
Ela riu:
“Já tá lotado, tio.
Vai ter que ir de avião.”
Agitou a propulsão _
e lá se foi,
para a missão balão...
(Queiroz, Francisco)
- Autores: Lucita (Pseudónimo, Jorge E. Leal, Julian Lael, Dodge Leal, F. Queiroz
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 12 de outubro de 2026 10:24
- Limite: 12 estrofes
- Convidados: Amigos (usuários da sua lista de amigos podem participar)
- Comentário do autor sobre o poema: Vamos brincar de ser criança um pouquinho, soltar a imaginação, pode contar lembrança boa e pode criar o que der na telha...
- Categoria: Não classificado
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- Em coleções: Novidades da Vida Nova!.
