Soneto medieval II

Fábio Marinho

Petrarca meu amigo medieval

Poeta envelhecido dos meus anos

Boccaccio te mandou alguns abanos

Do túmulo poético e fatal!

 

E Dante, vivo em seu Inferno astral

Do amor em Beatriz, eterno plano

Sacode, percorrido em seus enganos

Nos danos de um exílio sem igual...

 

Um sopro em decassílabos no verso

Cuspido pela mais florida arma:

Carinhos invisíveis em afagos...

 

De toda a poesia do Universo

Em Dante, seu Boccaccio, ah e Petrarca,

Cantantes no presente do passado...

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