Manhã lenta, pessoas desatentas,
rotina levemente atrasada.
É de se pensar nos feitos e não feitos.
A mente saltita apressada
com foco de quase flash,
se retrata embaçada.
rotina levemente atrasada.
É de se pensar nos feitos e não feitos.
A mente saltita apressada
com foco de quase flash,
se retrata embaçada.
Em cena: a cabeça escorada na janela do ônibus.
Manhã de chuva manhosa,
marcha reduzida por sinais.
Visão distorcida dos passeios,
as cores se invadem em um borrão de anseios.
Manhã de chuva manhosa,
marcha reduzida por sinais.
Visão distorcida dos passeios,
as cores se invadem em um borrão de anseios.
Entre uma brusca parada
e o estardalhaço das buzinas,
um pequeno despertar.
e o estardalhaço das buzinas,
um pequeno despertar.
Mas para quê?
Para um atraso na rotina,
para o esquecimento do desembarque,
para outros rumos evitados, adiados.
A vida presa em tardes e pesares.
Tempos em que não se aceita presente,
por ter mente de retrovisor em cacos.
Tempos em que não se aceita presente,
por ter mente de retrovisor em cacos.
Nos encontramos em partes,
sempre em vias de não querer partir,
mas querer chegar sem saber onde.
Rumo a um ponto final
que pode ser na próxima esquina.
sempre em vias de não querer partir,
mas querer chegar sem saber onde.
Rumo a um ponto final
que pode ser na próxima esquina.
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Autor:
F. Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de outubro de 2026 09:29
- Comentário do autor sobre o poema: anotações rápidas de uma manhã chuvosa
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 14
- Usuários favoritos deste poema: Morlock, Ayalah Verônica Berg
- Em coleções: Silêncios, Urbano.

Offline)
Comentários1
SERGIO NEVES - ...vida! ...ó vida! / ...um relato "cotidianesco" que soa um tantinho melancólico, ou seja, conseguiste dar o tom exato para a tua inspiração -pra lá de bem posta aqui...,...retrataste tudo com imagens poéticas tão envolventes que nos pegam "de jeito"...,...impossível não se sentir sendo o tal "passageiro"...,...um achado e tanto esse teu escrito! // ...mas, de toda a forma, mesmo com "cacos" mil pelo caminho, a vida é bela! /// Abçs.
Meu caríssimo amigo Sérgio, muito obrigado por seu comentário. É sempre uma honra para mim, que ainda engatinho entre os poetas por pura teimosia. Você tem toda a razão: a vida é bela, e eu a amo em todas as suas facetas, da melancolia à alegria, da contemplação das tardes ensolaradas aos invernos cinzentos e meditativos. Ela é bela, sobretudo, por abrigar tantos contrastes e contradições... Um forte abraço!
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