Teus cabelos desciam
como a noite entre os prédios.
Nossa pele sangrava
o vermelho dos semáforos.
Nosso cheiro despertou a chuva.
Escorreu no asfalto,
tingiu o vento.
A cidade, de olhos abertos,
caminhou conosco em silêncio.
Ao amanhecer,
as ruas recolheram os espelhos.
Restaram apenas
poças e fumaça,
guardando o som
dos nossos passos.
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Autor:
Mário Francisco Pugens Bressan (
Offline) - Publicado: 9 de outubro de 2026 19:23
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Morlock
- Em coleções: Risco no chão.

Offline)
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