Assunto/Tema para o Poema Mesclado:
Todos estamos aqui. E isto é real. A realidade não é um monumento estático, mas um evento: o instante exato em que o universo lá fora colide com a consciência aqui dentro.
O cosmos encontra o eu. O infinito toca o finito.
Talvez a maior verdade seja que o mundo não é nossa casa, mas nossa interpretação. Um palco de sombras onde as emoções flutuam e os pensamentos se confrontam.
Palco e espelho. Onde o limite se faz desejo, e o reflexo se faz aspiração.
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Tema criado por Guacimar V. Mello Noos, Ayalah Berg e Morlock.
ONDE TERMINA O MUNDO E COMEÇO EU?
Estamos aqui.
O sangue sustenta esta certeza frágil:
a realidade não é monumento de pedra,
mas o evento súbito —
a colisão vertiginosa entre a mudez do cosmos
e as sombras que projetamos sobre o nada.
O estalo seco do infinito
contra a pele do agora.
Faísca acesa no ponto exato
em que a vastidão estremece
e desaba na escuridão de uma consciência.
Tudo o que sinto é a tradução
de um silêncio que o cosmos desconhece:
uma arquitetura de luzes
prestes a se apagar.
Somos o lampejo desse encontro.
Um teatro de espelhos que se estilhaça
no instante exato em que compreendo
que nunca estive aqui.
por Morlock
Se me permite, eu colocaria estes versos antes de “Somos o lampejo desse encontro”.
Há oceanos dormindo na pele das estrelas,
catedrais de noite presas no vazio,
e um sol púrpuro girando lentamente
no seio de cada pensamento.
Ao longe, o tempo arrasta suas asas de vidro
sobre as órbitas vazias de um céu
onde os sonhos esqueceram
quem os sonhou.
- Autores: Morlock, Mário Francisco Pugens Bressan
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 9 de outubro de 2026 17:51
- Limite: 3 días (Termina em 12/10 17:51)
- Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
- Categoria: Reflexão
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