Antros e Intermitências: I

Manoel Reid

Ode aos filhos da puta!
Já que, se todos são,
Por que não ser também?

 

Andantes e prolixos
Belos e travestidos
De variados excrementos

 

A vós devo respeito!
Não por subir a régua
Mas por criá-la!

 

Antes de vós, havia o mau
E agora, tão somente o mau
Não vos abate!

 

Já nem lhes desejo o inferno
O anátema é parco
Tampouco o diabo os quer

 

Escória que são
Cegos por opção
Que sentimento me resta?

 

Saudai-vos, filhos da puta!
De tanto que brilham
Devo ser um também!



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