Ode aos filhos da puta!
Já que, se todos são,
Por que não ser também?
Andantes e prolixos
Belos e travestidos
De variados excrementos
A vós devo respeito!
Não por subir a régua
Mas por criá-la!
Antes de vós, havia o mau
E agora, tão somente o mau
Não vos abate!
Já nem lhes desejo o inferno
O anátema é parco
Tampouco o diabo os quer
Escória que são
Cegos por opção
Que sentimento me resta?
Saudai-vos, filhos da puta!
De tanto que brilham
Devo ser um também!