IDA E VOLTA
Finda o dia na Praça da Matriz,
fico olhando, na tarde que me enlaça,
os pardais que voltam na tardinha
para a praça.... seu abrigo ...
Eles saem silenciosos na alvorada
E retornam em revoada
pro arvoredo da pracinha...
E sentindo a tristeza que me abraça,
Eu penso quem seus rumos traça
No percurso que tem ida e volta.../
E a dor que à minha alma invade
Muito mais do que saudade,
É quase uma revolta...
Ah! triste sina a que me resta!
Meu amor partiu em festa
Foi pro mundo e não voltou.../
E fico na Praça pensando,
Sozinho de Deus indagando,
Porque nunca mais voltou...
Sozinho de Deus indagando,
Porque nunca mais voltou!
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Autor:
Nelson de Medeiros (
Offline) - Publicado: 8 de outubro de 2026 17:49
- Comentário do autor sobre o poema: IDA E VOLTA Entre o voo dos pardais e o silêncio das tardes, nasce uma reflexão sobre a partida, a saudade e os caminhos da vida — alguns com retorno, outros marcados pela ausência. Um poema transformado em bolero brasileiro, com melodia sentimental e atmosfera de nostalgia. Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira. Efeitos musicais com suporte da IA.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
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