Clareia esmeralda a serra de Sintra
que o nevoeiro enleou
em cada palácio num manto de tinta
que o tempo não apagou!
E ainda assim, no silêncio escuro,
a densa mata que vela aqui
faz da pena erguida, altivo muro,
que a Rainha guardou dentro de si.
Nao sei que século guarda esse dia;
p'ra mim, ao eterno, já o entreguei
pois de si minh'alma fria,
distante ou perto, já não sei!
(Na Serra de Sintra)
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de outubro de 2026 02:51
- Categoria: Reflexão
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