À Serra de Sintra

Ricardo Maria Louro



Clareia esmeralda a serra de Sintra
que o nevoeiro enleou 
em cada palácio num manto de tinta
que o tempo não apagou!

E ainda assim, no silêncio escuro,
a densa mata que vela aqui
faz da pena erguida, altivo muro,
que a Rainha guardou dentro de si.

Nao sei que século guarda esse dia;
p'ra mim, ao eterno, já o entreguei
pois de si minh'alma fria,
distante ou perto, já não sei!


(Na Serra de Sintra)



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