Clareia esmeralda a serra de Sintra
que o nevoeiro enleou
em cada palácio num manto de tinta
que o tempo não apagou!
E ainda assim, no silêncio escuro,
a densa mata que vela aqui
faz da pena erguida, altivo muro,
que a Rainha guardou dentro de si.
Nao sei que século guarda esse dia;
p\'ra mim, ao eterno, já o entreguei
pois de si minh\'alma fria,
distante ou perto, já não sei!
(Na Serra de Sintra)